Novas confirmações foram contabilizadas entre 4 de outubro e 6 de novembro. Estado chegou a 300 casos em 2026, com maior concentração de registros na capital paulista.

O estado de São Paulo confirmou 67 casos de Mpox entre 4 de outubro e 6 de novembro de 2026. Os novos registros representam aproximadamente 22% das 300 infecções confirmadas em território paulista desde o início do ano, segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP).
Do total contabilizado até 6 de novembro, 197 casos foram registrados na capital paulista. No mesmo balanço, não havia mortes confirmadas pela doença no estado em 2026.
O volume de confirmações nas últimas semanas representa uma parcela significativa dos diagnósticos registrados ao longo do ano e reforça a importância da vigilância epidemiológica e do acompanhamento dos casos pelas autoridades sanitárias.
Histórico de registros
Os dados históricos mostram que São Paulo contabilizou 423 casos confirmados de Mpox durante todo o ano de 2025. Em 2024, foram registrados 1.134 casos.
Embora o total de 300 confirmações em 2026 esteja abaixo dos números dos dois anos anteriores, é importante considerar que o levantamento deste ano ainda é parcial.
Uma atualização posterior do painel epidemiológico estadual apresentou 302 casos confirmados, com notificações suspeitas e prováveis contabilizadas separadamente.
O que é Mpox e como ocorre a transmissão?
A Mpox é uma doença infecciosa causada pelo vírus MPXV. Sua transmissão ocorre principalmente pelo contato direto com lesões na pele, secreções e fluidos corporais de pessoas infectadas.
O compartilhamento de objetos contaminados, como roupas, toalhas e roupas de cama, também pode representar uma forma de transmissão. O contato próximo e prolongado com secreções respiratórias é outra possibilidade.
Entre os principais sintomas estão febre, dor de cabeça, dores musculares, fraqueza, aumento dos gânglios linfáticos, conhecidos como ínguas, e lesões na pele.
As manifestações podem surgir em diferentes partes do corpo, incluindo rosto, mãos, pés, boca e regiões genital e anal.
De acordo com o Ministério da Saúde, o período de incubação geralmente varia de três a 16 dias, podendo chegar a 21 dias após a exposição ao vírus.
Prevenção e orientações de saúde
O Ministério da Saúde recomenda evitar contato direto com pessoas que apresentem lesões suspeitas, não compartilhar objetos de uso pessoal e manter a higienização frequente das mãos.
Pessoas que apresentarem sintomas compatíveis com a doença devem procurar uma unidade de saúde para avaliação e, quando necessário, realização de exames laboratoriais.
A vacinação contra a Mpox no Sistema Único de Saúde (SUS) é direcionada a grupos prioritários, conforme os critérios estabelecidos pelo Ministério da Saúde.
O monitoramento epidemiológico, a identificação de novos casos e a orientação da população são medidas fundamentais para acompanhar a circulação do vírus e reduzir a transmissão.