Risco Invisível: Anvisa reforça proibição do formol em alisamentos capilares e alerta para danos graves
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou um novo alerta nacional sobre os perigos do uso de formaldeído (formol) em alisamentos de cabelo. Apesar de proibido no Brasil para fins cosméticos, o uso clandestino da substância segue sendo relatado em salões e procedimentos caseiros.
O formol, ao ser aquecido durante alisamentos, libera vapores tóxicos altamente prejudiciais. Os efeitos vão de queimaduras e irritações às vias respiratórias a riscos oncológicos comprovados.
“Estudos comprovam que o formol em concentrações elevadas é cancerígeno. Não é um mito ou exagero. É um risco real.” — Nota da Anvisa publicada nesta semana
Somente em 2025, mais de 160 salões foram interditados por irregularidades ligadas ao uso de formol e cerca de 8 toneladas de produtos ilegais foram apreendidas.
“Tem muita gente usando o formol sem saber. O produto vem disfarçado com outro nome. Mas quando a cliente sente ardência ou falta de ar, já é tarde.” — Sandra Costa, cabeleireira em Salvador
A Anvisa pede que os consumidores exijam produtos regularizados e salões transparentes sobre os ingredientes utilizados. Estão em andamento campanhas educativas sobre o uso de substâncias seguras, como aminoácidos e queratina.
“A busca pela beleza não pode ultrapassar os limites da saúde.” — Anvisa
Denúncias podem ser feitas de forma anônima pelo aplicativo da agência ou por meio das vigilâncias sanitárias municipais.
Procedimentos estéticos seguros são um direito. Mas também são uma responsabilidade compartilhada.


