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Itamaraty afirma que Brasil “não se curvará” a sanções dos EUA

Itamaraty afirma que Brasil “não se curvará” a sanções dos EUA

O Ministério das Relações Exteriores divulgou nesta segunda-feira (22) uma nota oficial em resposta às novas sanções anunciadas pelo governo dos Estados Unidos.

O comunicado classificou a medida como uma “ingerência indevida” em assuntos internos do país e declarou que o Brasil “não se curvará” à decisão norte-americana.

As sanções atingem familiares de autoridades brasileiras e entidades do setor jurídico, estabelecendo bloqueio de bens, restrições financeiras e proibição de entrada em território americano. De acordo com Washington, a decisão faz parte da aplicação de sua legislação de combate à corrupção e a violações de direitos humanos.

Relação Brasil–EUA

O episódio ocorre em meio a uma parceria histórica entre os dois países, marcada por mais de dois séculos de relações diplomáticas. Atualmente, os Estados Unidos estão entre os três maiores parceiros comerciais do Brasil, com destaque para exportações de produtos como petróleo, minério de ferro e aço. Também existem acordos de cooperação nas áreas de defesa, ciência, educação e preservação ambiental.

Com as novas sanções, diplomatas brasileiros avaliam que o cenário pode gerar dificuldades em negociações bilaterais e abrir espaço para debates em fóruns internacionais, como a Organização das Nações Unidas (ONU) e a Organização Mundial do Comércio (OMC).

Nota oficial

Na declaração, o Itamaraty destacou que:

  • O Brasil é um Estado soberano e democrático, com instituições independentes;
  • Processos judiciais no país são conduzidos exclusivamente pelo sistema legal interno;
  • A decisão dos EUA não altera o funcionamento do Judiciário brasileiro;
  • A medida representa um obstáculo ao diálogo entre as duas nações.

Próximos passos

O governo brasileiro ainda não anunciou medidas adicionais em resposta. Entre as possibilidades em estudo estão consultas internas, discussões com países parceiros e a análise do tema em organismos multilaterais.


Enquanto isso, o Ministério das Relações Exteriores informou que continuará acompanhando os desdobramentos e reforçando sua posição de defesa da soberania nacional.

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