China critica “tarifaço” dos EUA contra o Brasil e alerta para riscos de intimidação comercial
A recente decisão dos Estados Unidos de impor tarifas de até 50% sobre produtos brasileiros gerou forte reação internacional.
A China, em pronunciamento oficial por meio de sua porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Mao Ning, criticou duramente a postura americana e acusou Washington de utilizar barreiras comerciais como instrumento de intimidação econômica.
Segundo a declaração chinesa, medidas desse tipo comprometem a estabilidade do comércio global e prejudicam diretamente a cooperação entre países em desenvolvimento.
“O COMÉRCIO DEVE SERVIR COMO PONTE DE COLABORAÇÃO, NÃO COMO FERRAMENTA DE COERÇÃO.”
— Mao Ning, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China
A China ainda ressaltou seu apoio ao Brasil diante do que considera uma ação unilateral e política dos Estados Unidos.
As tarifas anunciadas por Washington afetam setores estratégicos da economia brasileira, incluindo aço, alumínio, carne processada, suco de laranja e café. O governo brasileiro, por meio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, repudiou a medida e acionou o Ministério das Relações Exteriores para responder diplomaticamente ao caso.
“RESPONDEREMOS COM SOBERANIA E DIGNIDADE. O BRASIL NÃO ACEITARÁ RETALIAÇÕES TRAVESTIDAS DE DIPLOMACIA.”
— Luiz Inácio Lula da Silva, presidente da República
A comunidade internacional acompanha com atenção o desdobramento da crise, que reflete não apenas um conflito econômico, mas também um embate geopolítico entre grandes potências. Para analistas, o apoio chinês ao Brasil pode sinalizar uma reconfiguração de alianças estratégicas entre países emergentes, especialmente no contexto do BRICS e da multipolaridade global.
Enquanto isso, setores brasileiros já começam a sentir os primeiros reflexos do tarifaço, com expectativas de aumento de custos e redirecionamento das exportações para outros mercados, como a própria Ásia e o Oriente Médio. O Ministério da Fazenda já estuda medidas de apoio aos produtores nacionais afetados.
O episódio reacende o debate sobre protecionismo, soberania e o papel das grandes potências na economia mundial, colocando o Brasil no centro de uma discussão que vai muito além das tarifas.


