A combinação entre uma frente fria em deslocamento pelo Sul do país e a formação de um ciclone extratropical no oceano deve provocar instabilidade intensa em pelo menos 13 estados brasileiros até a próxima sexta-feira (27). A previsão indica acumulados que podem alcançar 100 milímetros em apenas 24 horas em áreas mais críticas.
De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o cenário é resultado do encontro entre massas de ar com características distintas, favorecendo a formação de nuvens carregadas e chuvas volumosas, principalmente nas regiões Sul e Sudeste.
Estados sob maior risco
Os estados com maior probabilidade de registrar volumes elevados de chuva incluem:
- Rio Grande do Sul
- Santa Catarina
- Paraná
- São Paulo
- Rio de Janeiro
- Minas Gerais
- Mato Grosso do Sul
- Mato Grosso
- Goiás
- Espírito Santo
- Bahia
- Tocantins
- Distrito Federal
Grau de alerta
O Inmet emitiu alertas que variam entre os níveis amarelo (perigo potencial) e laranja (perigo) para diferentes áreas dessas unidades federativas. O nível laranja indica possibilidade de acumulados expressivos em curto intervalo de tempo, com risco de alagamentos, deslizamentos de encostas e transbordamento de rios.

Os avisos são atualizados periodicamente conforme a evolução do sistema atmosférico
Impactos esperados
Além dos transtornos urbanos, o volume elevado de chuva pode provocar impactos em rodovias, atrasos no transporte aéreo e interrupções no fornecimento de energia elétrica em áreas atingidas por ventos mais intensos.
No setor agrícola, o excesso de precipitação pode prejudicar lavouras em fase de desenvolvimento, especialmente em regiões do Sul e Centro-Oeste.
Em grandes centros urbanos, a combinação entre solo encharcado e drenagem insuficiente aumenta o risco de enchentes rápidas.
Posicionamento das autoridades
Em comunicado, o Inmet reforçou a necessidade de atenção redobrada nas áreas sob alerta.
“Recomendamos que a população acompanhe as atualizações oficiais e evite áreas sujeitas a alagamentos durante os períodos de chuva intensa”, informou o instituto.
A Defesa Civil orienta que moradores de regiões de encosta observem sinais de movimentação do solo e acionem o telefone 199 em caso de emergência. O Corpo de Bombeiros pode ser contatado pelo 193.
